Manual de Marca: o que é, para que serve e como utilizar

Você já mandou imprimir cartões de visita e a cor saiu errada? Elaborou uma apresentação digital e na hora de apresentar em outro computador, as fontes eram outras? Erros como esses não só tiram o nosso sono (e mais dinheiro do bolso) como também prejudicam muito a imagem das empresas e seus profissionais. Materiais gráficos sem uma identidade sólida e uma estética uniforme nunca passam uma boa impressão. Problemas assim podem ser resolvidos, ou evitados, com um simples item: o manual de marca. Mas o que é e para que serve o manual de marca?

O manual de marca (ou guia de aplicações) consiste no conjunto de regras para a aplicação CORRETA da sua marca nos mais diversos materiais institucionais ou de comunicação, sejam estes digitais ou impressos. As boas agências e profissionais de design já incluem o desenvolvimento do manual de marca junto com a criação da marca (ou ao menos deveriam), mas também é possível criar o manual de marcas já existentes que não possuem este material de apoio. Listamos aqui as principais categorias reunidas no manual.

Tipografia.

Toda marca tem um padrão tipográfico. E esse padrão não inclui apenas a fonte principal da marca, mas também fontes secundárias, geralmente utilizadas em textos publicitários ou outros textos mais extensos. A marca pode ter, inclusive, sua própria fonte personalizada. Em todo caso, procure seguir as indicações do manual de marca na hora de escrever textos no seu blog ou nas placas de sinalização interna da sua empresa.

Padrão Cromático.

Ninguém gosta de ver sua marca replicada em algum anúncio com uma cor diferente da oficial, certo? Por isso é super importante saber os códigos corretos de todas as cores que formam a paleta da marca. Para materiais impressos, é considerado o código CMYK, enquanto utiliza-se o código RGB para materiais digitais. Na hora de imprimir cartões ou flyers, envie o manual para a gráfica para se assegurar que não haverá distorção das cores. E se algo der errado, você tem o guia como respaldo na hora de exigir a qualidade do material.

Tons de cinza e negativo.

Estas versões da marca são importantes para garantir a perfeita execução de materiais em preto e branco ou de uma cor só, como o caso da serigrafia. Além destas versões estarem presentes no manual de marca, é importante ter estes arquivos prontos nas versões tons de cinza, positiva (fundo branco) e negativa (fundo preto).

Redução e espaçamento.

Sempre é falado muito no respiro, ou espaçamento, da marca. Isso garante que ao ser aplicada próximo a outras marcas, como em materiais de eventos, uma marca não interfira na outra, garantido a boa visualização de todas. Já a redução máxima é importante na hora de aplicar a marca em pequenos materiais, como uma caneta. Assim a redução mínima garante que a marca continue legível mesmo em tamanho reduzido. Ter esses elementos no manual de marca vão ajudar a garantir que sua identidade seja preservada nos mais diferentes ambientes.

Fundos e textura.

Esta parte do manual consiste mais no que NÃO fazer. Alteração de cores, aplicação em fundos com textura, rotações e, particularmente, o que acredito ser o erro mais grave na hora de replicar uma marca: distorção da proporção. Erros assim não devem acontecer jamais, e não apenas para garantir que o trabalho dos designers seja visto corretamente, mas para que a imagem da sua empresa seja sempre sólida, consistente e muito profissional.

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